Embaixador da Palestina pede mediação brasileira no conflito com Israel
Ibrahim Al Zeben veio à UnB comemorar Dia de Solidariedade ao Povo Palestino e disse que o país é exemplo de convivência para árabes e judeus
Amazonir Fulni-ô - Da Secretaria de Comunicação da UnB
A convivência pacífica entre várias etnias faz do Brasil um exemplo a ser seguido por Israel e Palestina. A comparação foi feita pelo embaixador da Palestina em Brasília, Ibrahim Al Zeben, durante conferência na UnB. “O Brasil também poderia ser um bom mediador no conflito entre judeus e árabes, uma vez que é amigo de ambos e a sua presença internacional é importante na luta pelo princípio da procura da paz”, acrescentou.
A conferência do embaixador aconteceu em comemoração ao Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, na tarde desta terça-feira, 1 de dezembro. Experiências, sugestões e opiniões sobre a temática foram discutidas, como por exemplo a criação de um grupo de estudo permanente na própria UnB. Para Ibrahim, o evento não é só uma atividade política, mas sim acadêmica. “Quem sabe daqui saiam boas ideias para ajudar a solucionar o problema”.
O estudante de História Ayub Naser é filho de árabes que estão no Brasil desde a década de 60. Ele pretende usar seu conhecimento na luta pelo reconhecimento do estado palestino. Aiub visita a Palestina a cada dois anos. Segundo ele, sua entrada no país é muito complicada porque depende obrigatoriamente da autorização de Israel, que controla todo o espaço aéreo e terrestre. “Espero que a Universidade possa criar um espaço de estudos do Oriente Médio para abordar essas questões e que nos debates possam surgir soluções para esse problema”, disse.
A doutoranda em antropologia Sonia Cristina Hamid, filha de palestinos que migraram para o Brasil na década de 50, acredita que esse encontro já abre um diálogo na Universidade, cujo papel é informar e aprofundar os estudos. Ela diz que é preciso ver os problemas dos discursos de ambos os lados. “Quem sabe com aprofundamento dos estudos e difusão de mais informações não conseguiremos desmistificar essa visão que existe do Oriente Médio sobre o terrorismo e a submissão feminina, por exemplo”, concluiu.
A mobilização em torno do Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, comemorada em 29 de novembro, conta ainda com a projeção do filme Nós e Outros: um retrato de Edward Said, no Anfiteatro 9, ao meio dia desta qquinta-feira, 2 de dezembro.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Todo o meu respeito ao Senador José Nery
Agência Senado
30/11/2010
José Nery propõe que o Senado assuma como sua a causa palestina
"O Senado brasileiro deveria assumir, como sua, a causa da liberdade do povo palestino, posto que até agora o governo brasileiro pouco fez para enfrentar esta situação e denunciar a política criminosa do Estado de Israel". A sugestão foi feita pelo senador José Nery (PSOL-PA) durante a hora do expediente da sessão dessa terça-feira (30), destinada a comemorar o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino.
O senador recomendou ao Ministério das Relações Exteriores do próximo governo que reconheça o direito à unidade nacional da Palestina "como já fizeram os países nórdicos e a Suíça". Na avaliação de Nery, em violação sistemática às resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU), os israelenses têm imposto aos palestinos a espoliação de suas melhores terras agrícolas, a repressão e operações militares maciças, a anexação de seus territórios, a demolição de casas, além da morte e prisão de vários militantes políticos.
- Nesse momento está em curso uma estratégia que visa provocar, pelo terror e a fome, a saída dos territórios palestinos e a dispersão de uma fração importante do seu povo, para conseguir então impor um 'Estado' palestino partido ao meio, sem soberania e assentado em alguns enclaves isolados, rodeados de colônias israelenses, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza - afirmou José Nery.
30/11/2010
José Nery propõe que o Senado assuma como sua a causa palestina
"O Senado brasileiro deveria assumir, como sua, a causa da liberdade do povo palestino, posto que até agora o governo brasileiro pouco fez para enfrentar esta situação e denunciar a política criminosa do Estado de Israel". A sugestão foi feita pelo senador José Nery (PSOL-PA) durante a hora do expediente da sessão dessa terça-feira (30), destinada a comemorar o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino.
O senador recomendou ao Ministério das Relações Exteriores do próximo governo que reconheça o direito à unidade nacional da Palestina "como já fizeram os países nórdicos e a Suíça". Na avaliação de Nery, em violação sistemática às resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU), os israelenses têm imposto aos palestinos a espoliação de suas melhores terras agrícolas, a repressão e operações militares maciças, a anexação de seus territórios, a demolição de casas, além da morte e prisão de vários militantes políticos.
- Nesse momento está em curso uma estratégia que visa provocar, pelo terror e a fome, a saída dos territórios palestinos e a dispersão de uma fração importante do seu povo, para conseguir então impor um 'Estado' palestino partido ao meio, sem soberania e assentado em alguns enclaves isolados, rodeados de colônias israelenses, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza - afirmou José Nery.
Senador Eduardo Suplicy - Meu Herói
Agência Senado
30/11/2010
Suplicy defende o direito dos palestinos a seu próprio Estado
"O povo palestino, com seus laços históricos, culturais, econômicos e linguísticos, tem o direito de se estabelecer em um território livre", defendeu o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) durante homenagem do Senado nesta desta terça-feira (30) ao Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. O senador disse que o ano de 2010 tem sido marcado por ações que estão contribuindo para a construção de uma relação harmoniosa entre os povos do Oriente Médio.
Eduardo Suplicy destacou entre as medidas favoráveis ao fim do conflito o acordo celebrado em setembro entre o presidente palestino Mahmoud Abbas e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu para a elaboração de um estatuto permanente que sirva como marco zero para a paz na região. Primeiro signatário do requerimento que propôs a destinação da hora do expediente à homenagem, o senador observou que a Autoridade Palestina vem fazendo o necessário para completar seu programa de preparação para adquirir a condição de Estado.
- Hoje, há um amplo consenso internacional sobre a necessidade de por fim à ocupação que começou em 1967. É necessário que se tenha o estabelecimento de um Estado Palestino livre, não se esquecendo das preocupações fundamentais com a segurança de todas as partes envolvidas na questão, bem como a solução da difícil situação dos refugiados. Também deverá se assegurar, ao final das negociações, que a cidade de Jerusalém seja reconhecida como capital dos dois Estados - afirmou o senador por São Paulo.
30/11/2010
Suplicy defende o direito dos palestinos a seu próprio Estado
"O povo palestino, com seus laços históricos, culturais, econômicos e linguísticos, tem o direito de se estabelecer em um território livre", defendeu o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) durante homenagem do Senado nesta desta terça-feira (30) ao Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. O senador disse que o ano de 2010 tem sido marcado por ações que estão contribuindo para a construção de uma relação harmoniosa entre os povos do Oriente Médio.
Eduardo Suplicy destacou entre as medidas favoráveis ao fim do conflito o acordo celebrado em setembro entre o presidente palestino Mahmoud Abbas e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu para a elaboração de um estatuto permanente que sirva como marco zero para a paz na região. Primeiro signatário do requerimento que propôs a destinação da hora do expediente à homenagem, o senador observou que a Autoridade Palestina vem fazendo o necessário para completar seu programa de preparação para adquirir a condição de Estado.
- Hoje, há um amplo consenso internacional sobre a necessidade de por fim à ocupação que começou em 1967. É necessário que se tenha o estabelecimento de um Estado Palestino livre, não se esquecendo das preocupações fundamentais com a segurança de todas as partes envolvidas na questão, bem como a solução da difícil situação dos refugiados. Também deverá se assegurar, ao final das negociações, que a cidade de Jerusalém seja reconhecida como capital dos dois Estados - afirmou o senador por São Paulo.
Obrigado Brasil
Agência Senado
30/11/2010 -
Senado celebra Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino
Atendendo a requerimento do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o Senado realizou celebração, nesta terça-feira (30), pela passagem do Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, na segunda-feira (29). No dia 29 de novembro de 1947, a Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) propôs, pela primeira vez, a criação de dois Estados com o objetivo de estabelecer a paz entre árabes e judeus.
Falando em nome da Presidência, o senador Mão Santa (PSC-PI) solidarizou-se com a luta do povo palestino pela criação do seu próprio Estado. Ele também destacou a tradição da diplomacia brasileira de respeitar a soberania das nações e a autodeterminação dos povos. Mão Santa disse ainda que o brasileiro, por ser um povo amante da liberdade e da paz, repugna-se diante de qualquer forma de opressão e de injustiça.
- O Senado do Brasil não vira a cabeça fingindo não enxergar. Nossa solidariedade com o povo palestino é firme e ativa. Basta de derramamento de sangue, basta de injustiça, de opressão e de exploração: viva a Palestina livre e independente - afirmou.
Delegação Palestina
Uma intervenção da comunidade internacional para pôr fim ao conflito no Oriente Médio que já dura mais de 63 anos consecutivos foi o que pediu o embaixador da delegação especial da Palestina, Ibrahim Al Zeben, ao agradecer a homenagem prestada pelo Senado Federal. Ele criticou o fato de a comunidade internacional vir tratando de forma igualitária tanto o "estado ocupante", Israel, quanto "a vítima palestina".
- É hora que se cumpram os compromissos do presidente Obama, do G-4 e da União Européia de criar o Estado da Palestina até setembro de 2011, dentro da visão de dois estados para dois povos. Nós estamos prontos para assumir nosso compromisso e responsabilidades com a comunidade internacional, com o vizinho Israel e com a história - declarou Ibrahim Al Zeben.
Também estiveram presentes à sessão de homenagem os embaixadores do Kuaite, Yousef Ahmad Abdulsamad; da Liga Árabe, Bachar Yagui; do Iraque, Baker Fattah Hussen; do Egito, Ahmed Hassan Ibraim Darwish; da Arábia Saudita, Mohamad Amim Kurdi; do Marrocos, Mahamed Louafa; da Tunísia, Seifeddine Cherif; e do Irã, Majid Ghahremani; além do ministro da embaixada do Sudão, Abdelaziz Hassan Salih; o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Andrés Ramirez; e o chefe da divisão do Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores, Cláudio César Nascimento.
Roberto Homem / Agência Senado
30/11/2010 -
Senado celebra Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino
Atendendo a requerimento do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o Senado realizou celebração, nesta terça-feira (30), pela passagem do Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, na segunda-feira (29). No dia 29 de novembro de 1947, a Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) propôs, pela primeira vez, a criação de dois Estados com o objetivo de estabelecer a paz entre árabes e judeus.
Falando em nome da Presidência, o senador Mão Santa (PSC-PI) solidarizou-se com a luta do povo palestino pela criação do seu próprio Estado. Ele também destacou a tradição da diplomacia brasileira de respeitar a soberania das nações e a autodeterminação dos povos. Mão Santa disse ainda que o brasileiro, por ser um povo amante da liberdade e da paz, repugna-se diante de qualquer forma de opressão e de injustiça.
- O Senado do Brasil não vira a cabeça fingindo não enxergar. Nossa solidariedade com o povo palestino é firme e ativa. Basta de derramamento de sangue, basta de injustiça, de opressão e de exploração: viva a Palestina livre e independente - afirmou.
Delegação Palestina
Uma intervenção da comunidade internacional para pôr fim ao conflito no Oriente Médio que já dura mais de 63 anos consecutivos foi o que pediu o embaixador da delegação especial da Palestina, Ibrahim Al Zeben, ao agradecer a homenagem prestada pelo Senado Federal. Ele criticou o fato de a comunidade internacional vir tratando de forma igualitária tanto o "estado ocupante", Israel, quanto "a vítima palestina".
- É hora que se cumpram os compromissos do presidente Obama, do G-4 e da União Européia de criar o Estado da Palestina até setembro de 2011, dentro da visão de dois estados para dois povos. Nós estamos prontos para assumir nosso compromisso e responsabilidades com a comunidade internacional, com o vizinho Israel e com a história - declarou Ibrahim Al Zeben.
Também estiveram presentes à sessão de homenagem os embaixadores do Kuaite, Yousef Ahmad Abdulsamad; da Liga Árabe, Bachar Yagui; do Iraque, Baker Fattah Hussen; do Egito, Ahmed Hassan Ibraim Darwish; da Arábia Saudita, Mohamad Amim Kurdi; do Marrocos, Mahamed Louafa; da Tunísia, Seifeddine Cherif; e do Irã, Majid Ghahremani; além do ministro da embaixada do Sudão, Abdelaziz Hassan Salih; o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Andrés Ramirez; e o chefe da divisão do Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores, Cláudio César Nascimento.
Roberto Homem / Agência Senado
Todos os palestinos querem a paz. E os israelenses?
Folha de São Paulo
01/12/2010 -
Hamas diz que honraria referendo sobre acordo de paz com Israel
NIDAL AL MUGHRABI
DA REUTERS, EM GAZA
O movimento islâmico palestino Hamas, cuja carta de princípios defende a eliminação de Israel, aceitaria o resultado de um referendo palestino sobre um futuro tratado de paz com o país, disse nesta quarta-feira seu líder.
Falando em uma rara coletiva de imprensa no enclave bloqueado por Israel, Ismail Haniyeh assinalou um abrandamento da posição que o Hamas mantém há muito tempo, a qual exclui a cessão de qualquer parte do território que até 1948 foi a Palestina sob mandato britânico.
"Aceitamos um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com Jerusalém como sua capital, a libertação de prisioneiros palestinos e a resolução da questão dos refugiados", disse Haniyeh, aludindo ao ano da Guerra dos Seis Dias, em que Israel capturou Jerusalém Oriental (a parte árabe da cidade), a Cisjordânia e a faixa de Gaza.
"O Hamas respeitará os resultados [de um referendo], independentemente de eles diferirem de sua ideologia e seus princípios", disse Haniyeh, desde que o dito referendo abrangesse todos os palestinos da faixa de Gaza, da Cisjordânia e da diáspora.
Redigida em 1988, a carta do Hamas considera a terra inteira da Palestina, incluindo o atual Israel, como pertencente aos muçulmanos. A ideia de um referendo sobre um futuro acordo de paz com Israel foi rejeitada por alguns líderes do Hamas quando proposta pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, vários meses atrás.
Desde então, as negociações entre Abbas e Israel vêm tropeçando por causa da recusa de Israel de suspender as construções nos assentamentos judaicos da Cisjordânia, incluindo os de Jerusalém Oriental.
NÃO HÁ AL QAEDA EM GAZA
Haniyeh disse que Israel não está disposto a dar aos palestinos um Estado plenamente soberano e que, por essa razão, ele não tem esperança de que rendam frutos as frágeis tentativas mediadas pelos EUA de reativar o processo de paz.
Ele disse que seu movimento está disposto a cooperar com países ocidentais e europeus "que queiram ajudar o povo palestino a recuperar seus direitos". Os EUA e a União Europeia qualificam o Hamas de organização terrorista e não reconhecem sua autoridade na faixa de Gaza.
"Exortamos os chanceleres europeus a rever sua posição relativa às reuniões com o governo eleito", disse Haniyeh, acrescentando que contatos sobre isso estão sendo feitos com representantes das Nações Unidas na faixa de Gaza.
Haniyeh negou a alegação de Israel de que os militares israelenses teriam matado três membros da organização Al Qaeda na Faixa de Gaza no mês passado.
Israel disse que dois dos três militantes que matou em novembro planejavam ataques contra turistas israelenses e ocidentais no território egípcio do Sinai.
Haniyeh disse que uma prioridade de seu governo é evitar uma escalada militar com Israel, por meio da persuasão de outras facções militantes a preservar um cessar-fogo "de facto".
Ele afirmou ainda que o Hamas já se distanciou repetidas vezes da Al Qaeda e não hesitou em condenar ataques reivindicados por essa organização em algumas capitais árabes e ocidentais.
01/12/2010 -
Hamas diz que honraria referendo sobre acordo de paz com Israel
NIDAL AL MUGHRABI
DA REUTERS, EM GAZA
O movimento islâmico palestino Hamas, cuja carta de princípios defende a eliminação de Israel, aceitaria o resultado de um referendo palestino sobre um futuro tratado de paz com o país, disse nesta quarta-feira seu líder.
Falando em uma rara coletiva de imprensa no enclave bloqueado por Israel, Ismail Haniyeh assinalou um abrandamento da posição que o Hamas mantém há muito tempo, a qual exclui a cessão de qualquer parte do território que até 1948 foi a Palestina sob mandato britânico.
"Aceitamos um Estado palestino nas fronteiras de 1967, com Jerusalém como sua capital, a libertação de prisioneiros palestinos e a resolução da questão dos refugiados", disse Haniyeh, aludindo ao ano da Guerra dos Seis Dias, em que Israel capturou Jerusalém Oriental (a parte árabe da cidade), a Cisjordânia e a faixa de Gaza.
"O Hamas respeitará os resultados [de um referendo], independentemente de eles diferirem de sua ideologia e seus princípios", disse Haniyeh, desde que o dito referendo abrangesse todos os palestinos da faixa de Gaza, da Cisjordânia e da diáspora.
Redigida em 1988, a carta do Hamas considera a terra inteira da Palestina, incluindo o atual Israel, como pertencente aos muçulmanos. A ideia de um referendo sobre um futuro acordo de paz com Israel foi rejeitada por alguns líderes do Hamas quando proposta pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, vários meses atrás.
Desde então, as negociações entre Abbas e Israel vêm tropeçando por causa da recusa de Israel de suspender as construções nos assentamentos judaicos da Cisjordânia, incluindo os de Jerusalém Oriental.
NÃO HÁ AL QAEDA EM GAZA
Haniyeh disse que Israel não está disposto a dar aos palestinos um Estado plenamente soberano e que, por essa razão, ele não tem esperança de que rendam frutos as frágeis tentativas mediadas pelos EUA de reativar o processo de paz.
Ele disse que seu movimento está disposto a cooperar com países ocidentais e europeus "que queiram ajudar o povo palestino a recuperar seus direitos". Os EUA e a União Europeia qualificam o Hamas de organização terrorista e não reconhecem sua autoridade na faixa de Gaza.
"Exortamos os chanceleres europeus a rever sua posição relativa às reuniões com o governo eleito", disse Haniyeh, acrescentando que contatos sobre isso estão sendo feitos com representantes das Nações Unidas na faixa de Gaza.
Haniyeh negou a alegação de Israel de que os militares israelenses teriam matado três membros da organização Al Qaeda na Faixa de Gaza no mês passado.
Israel disse que dois dos três militantes que matou em novembro planejavam ataques contra turistas israelenses e ocidentais no território egípcio do Sinai.
Haniyeh disse que uma prioridade de seu governo é evitar uma escalada militar com Israel, por meio da persuasão de outras facções militantes a preservar um cessar-fogo "de facto".
Ele afirmou ainda que o Hamas já se distanciou repetidas vezes da Al Qaeda e não hesitou em condenar ataques reivindicados por essa organização em algumas capitais árabes e ocidentais.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Macaco gosta de banana?
Vejam só que coisa interessante! O parlamento israelense aprovou uma nova lei sobre um referendo popular que decidirá se os israelenses querem ou não que o governo de Netanyahu devolva as Colinas de Golã à Síria e Jerusalém Oriental à Palestina. Não seria mais fácil se eles votassem uma lei questionando se macaco gosta de banana?
Eles invadem, ocupam, tomam terras e lares alheios, dão aos seus queridinhos parasitas israelenses de presentinho e depois querem perguntar aos mesmos se estes querem devolver. Ora, mas é claro que eles vão dizer que não. Depois de tomar o gostinho pela mamata de receber tudo de graça e de mão beijada, quem é que vai querer devolver alguma coisa.
O que Israel está fazendo é zombaria com a cara dos palestinos, dos sírios, da comunidade internacional e da lei internacional. Como disse Saeb Erekat, principal negociador da Autoridade Palestina:"Encerrar a ocupação de nossa terra não é e não pode depender de qualquer tipo de referendo", avaliou ele. "Pela lei internacional, há uma clara e absoluta obrigação de Israel de se retirar não apenas de Jerusalém Oriental e das Colinas de Golan, mas de todos os territórios que ocupou desde 1967".
Resumindo: Invadir e ocupar terras alheias é crime e deve ser punido como tal. Mas além de criminosa, Israel ainda tira sarro da cara do mundo e brinca com as vidas dos palestinos, como se tudo não passasse de uma grande piada para divertir seus parasitas.
Eles invadem, ocupam, tomam terras e lares alheios, dão aos seus queridinhos parasitas israelenses de presentinho e depois querem perguntar aos mesmos se estes querem devolver. Ora, mas é claro que eles vão dizer que não. Depois de tomar o gostinho pela mamata de receber tudo de graça e de mão beijada, quem é que vai querer devolver alguma coisa.
O que Israel está fazendo é zombaria com a cara dos palestinos, dos sírios, da comunidade internacional e da lei internacional. Como disse Saeb Erekat, principal negociador da Autoridade Palestina:"Encerrar a ocupação de nossa terra não é e não pode depender de qualquer tipo de referendo", avaliou ele. "Pela lei internacional, há uma clara e absoluta obrigação de Israel de se retirar não apenas de Jerusalém Oriental e das Colinas de Golan, mas de todos os territórios que ocupou desde 1967".
Resumindo: Invadir e ocupar terras alheias é crime e deve ser punido como tal. Mas além de criminosa, Israel ainda tira sarro da cara do mundo e brinca com as vidas dos palestinos, como se tudo não passasse de uma grande piada para divertir seus parasitas.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
E daí????
EUA exigirão de Israel inclusão de Jerusalém Oriental em nova moratória
Fonte de Washington revela posição americana; Netanyahu tenta apoio em seu governo para o acordo
18 de novembro de 2010
estadão.com.br
JERUSALÉM - Os EUA exigirão que Israel paralise a construção de novas casas em assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, revela nesta quinta-feira, 18, o jornal israelense Haaretz. A exigência é parte de um acordo proposto pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, que prevê incentivos para Israel em troca da interrupção as obras, segundo uma fonte de Washington.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tenta ganhar apoio em seu governo para aderir ao acordo. Partidos conservadores se opõem ao pacto e defendem as colônias em Jerusalém Oriental. O partido ultraortodoxo, porém, será a força política que decidirá sobre o futuro do acordo.
A fonte americana disse ainda que o presidente dos EUA, Barack Obama, disse ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, em abril, que seu país espera que "ambos os lados evitem atos que minem a confiança" das negociações, inclusive em Jerusalém Oriental". Na mensagem, Obama disse que responderia "com ações e ajustes na política" relacionada a qualquer um dos lados.
"Nossa posição permanecerá a mesma se as negociações resultarem em mais uma moratória de 90 dias e os israelenses sabem disso", disse a fonte, referindo-se ao endurecimento da postura americana caso mais colônias sejam construídas em Jerusalém Oriental.
A parte oriental de Jerusalém é um dos pontos mais sensíveis das negociações entre Israel e a ANP. Os palestinos reclamam a área como capital de seu futuro Estado, enquanto os israelenses não querem abrir mão da cidade sagrada.
A moratória de dez meses decretada por Israel - que durou de dezembro de 2009 a setembro de 2010 - não incluía Jerusalém. O congelamento expirou no dia 26 de setembro e levou o diálogo de paz direto retomado com os palestinos à estagnação.
Os ministros de Netanyahu atrasam propositalmente a votação de um acordo com os EUA justamente para pressionar por uma posição mais clara de Washington em relação aos assentamentos em Jerusalém.
Fonte de Washington revela posição americana; Netanyahu tenta apoio em seu governo para o acordo
18 de novembro de 2010
estadão.com.br
JERUSALÉM - Os EUA exigirão que Israel paralise a construção de novas casas em assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, revela nesta quinta-feira, 18, o jornal israelense Haaretz. A exigência é parte de um acordo proposto pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, que prevê incentivos para Israel em troca da interrupção as obras, segundo uma fonte de Washington.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tenta ganhar apoio em seu governo para aderir ao acordo. Partidos conservadores se opõem ao pacto e defendem as colônias em Jerusalém Oriental. O partido ultraortodoxo, porém, será a força política que decidirá sobre o futuro do acordo.
A fonte americana disse ainda que o presidente dos EUA, Barack Obama, disse ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, em abril, que seu país espera que "ambos os lados evitem atos que minem a confiança" das negociações, inclusive em Jerusalém Oriental". Na mensagem, Obama disse que responderia "com ações e ajustes na política" relacionada a qualquer um dos lados.
"Nossa posição permanecerá a mesma se as negociações resultarem em mais uma moratória de 90 dias e os israelenses sabem disso", disse a fonte, referindo-se ao endurecimento da postura americana caso mais colônias sejam construídas em Jerusalém Oriental.
A parte oriental de Jerusalém é um dos pontos mais sensíveis das negociações entre Israel e a ANP. Os palestinos reclamam a área como capital de seu futuro Estado, enquanto os israelenses não querem abrir mão da cidade sagrada.
A moratória de dez meses decretada por Israel - que durou de dezembro de 2009 a setembro de 2010 - não incluía Jerusalém. O congelamento expirou no dia 26 de setembro e levou o diálogo de paz direto retomado com os palestinos à estagnação.
Os ministros de Netanyahu atrasam propositalmente a votação de um acordo com os EUA justamente para pressionar por uma posição mais clara de Washington em relação aos assentamentos em Jerusalém.
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