terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Refrigerante de Maconha nos States

http://www.dopropriobolso.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=935:refrigerante-de-maconha-sera-vendido-nos-eua-no-proximo-mes&catid=42:politica-geral-e-analises&Itemid=88

New York contra-ataca!!!!

Folha de São Paulo
07/02/2011
Fumar, urinar, mendigar

 João Pereira Coutinho

A semana foi dominada pelo Egito. Mas existem sinais de fanatismo do outro lado do mundo. Falo de Nova York, que resolveu aprovar uma lei revolucionária sobre o fumo.
Segundo leio, o conselho municipal da cidade, na impossibilidade de exterminar fisicamente os fumantes (por enquanto), prepara-se para afastá-los da paisagem.
Fumar em parques, praias e outras zonas pedestres (como Times Square) será virtualmente impossível. E existem multas para os prevaricadores: US$ 100, ou seja, R$ 166, exactamente o mesmo para quem urina em público ou pede esmola.
Engraçado. Aos olhos das autoridades, o fumante não é um sujeito autónomo, que escolhe um modo de vida com a maturidade própria das pessoas crescidas. O fumante está ao mesmo nível do selvagem incontinente que, tomado por urgência canina, resolve fazer o serviço na esquina de uma rua.
Ou, então, é um simples mendigo: um farrapo físico, para alguns moral, que depende da generosidade de terceiros.
Se juntarmos a tudo isso a impossibilidade de fumar em bares ou restaurantes (desde 2003); e a crescente proibição de fumo em hotéis, edifícios públicos e até apartamentos privados, o que resta aos fumantes em Nova York?
Resta, sejamos justos, a possibilidade de fumarem no meio das pistas e das rodovias, entre os escapes dos carros. Com sorte, ainda serão atropelados por eles.
Nada que horrorize Michael Bloomberg, mayor da cidade, para quem "o direito ao ar puro" não pode ser comprometido. Falar de "ar puro" em Nova York não deixa de ser uma piada macabra; é como falar das águas límpidas do rio Tietê.
Mas entendo Bloomberg: a sua cruzada não é científica pelo simples motivo de que não existe um único estudo, em mais de 60 anos de pesquisas, capaz de comprovar definitivamente a relação entre "fumo passivo" e câncer.
A cruzada de Bloomberg e de incontáveis fanáticos como ele é uma cruzada moral: movidos por uma ideia de perfeição humana, onde o vício não entra, eles pretendem transformar Nova York numa espécie de Meca puritana, onde todos rezam à mesma divindade. A Deusa Saúde. A única que sobreviveu no Ocidente pós-cristão.
Lamento. Mas não desisto. E da próxima vez que aterrar em Nova York, prometo fumar um cigarro no meio de Times Square, ao mesmo tempo que me alivio num poste. Pode ser que haja um desconto para quem comete dois crimes de uma vez. Ou três. Porque as multas serão pagas com o dinheiro das esmolas.

8 ou 80!

Esta é uma análise interessante, apesar de eu nunca concordar com a idéia de misturar estado e religião, porque neste contexto há o desrespeito ao credo das minorias, portanto deixa de ser democrático e muito menos laico. Pode ser que vingue por algum tempo, mas não acredito que os países árabes que fazem parte deste magnífico levante vão querer sair da tirania para a teocracia.

Folha de São Paulo
07/02/2011

Clóvis Rossi

Islã não pode ser o judeu do século 21


O maior erro que o Ocidente poderia cometer, em função das revoltas no mundo árabe/muçulmano, é transformar o islamismo no século 21 nos judeus do século 20, vítimas de um processo de aniquilação que é uma das grandes manchas da história da humanidade.
Cada vez há mais análises dizendo que "essa gente" não tem direito a querer a democracia porque basta que a tenham para que votem, por exemplo, no Hamas (Movimento de Resistência Islâmica), que controla hoje a faixa de Gaza.
Na superfície dos fatos, é até verdade: o Hamas de fato ganhou as eleições, não na primeira mas na segunda oportunidade que tiveram para disputá-las em Gaza. Mas qualquer análise honesta teria que fazer a pergunta seguinte: por quê o Hamas ganhou?
Por quê todos os habitantes de Gaza são terroristas em potencial? Se o fossem de fato, Israel provavelmente já teria sofrido dores muito mais profundas.
O Hamas ganhou porque oferece serviços sociais e um mínimo de horizonte a uma população confinada a um gueto.
É o que oferece também a Irmandade Muçulmana no Egito, o mais antigo movimento islâmico do planeta.
Cobrem, ambos, carências (ou inexistência) dos Estados, inclusive o de Israel, que se recusa a permitir que os palestinos tenham um país minimamente viável.
Além disso, há vozes, no Ocidente, que lamentam que "uma das mais mal-relatadas histórias do século 20 é a enorme penetração das melhores ideias políticas do Ocidente --democracia e liberdade individual-- na consciência muçulmana".
Autor da frase, em artigo para o "NY Times", Reuel Marc Gerecht, pesquisador-sênio da Fundação para a Defesa das Democracias e ex-especialista nas missões clandestinas da CIA no Oriente Médio.
Mais: "Homens e mulheres de fé, que celebram (ainda que nem sempre sigam rigorosamente) a Sharia [lei islâmica] abraçam crescentemente a subversiva ideia de que só é legítima a liderança política eleita".
Parece muito mais sensato dar uma chance, que a revolta egípcia oferece, a uma confluência de civilizações do que promover um "pogrom" anti-islâmico que tornaria a ideia reacionária de "choque de civilizações" uma profecia que se auto-cumpre.

Tramóias

Ah, quer dizer que é assim? Israel e Estados Unidos decidem entre sí quem vai governar o Egito? Tudo combinadinho? E a democracia que se dane? Alguém se deu ao trabalho de perguntar ao povo egípcio se eles querem Ali Suleiman como presidente? Acho que não, hein! Quem é que vai querer colocar o carrasco do Mubarak no poder? Trocar seis por meia dúzia? Ainda bem que o Assange inventou o Wikileaks! Só assim a gente fica sabendo das tramóias sobre o Oriente Médio. E por falar nisso, por que é que não apareceu nenhuma correspondência entre os americanos e israelenses sobre as negociações secretas com os palestinos? Alguém sabe me responder esta pergunta? Ou será que só o The Guardian teve este privilégio? Hummm...que dúvida!

O Globo
08/02/2011
Israel prefere Suleiman para suceder Mubarak no Egito, dizem documentos


Chefe de inteligência foi nomeado vice-presidente em meio a crise política.
Ele ajuda a mediar a crise no Oriente Médio e tem bom trânsito com Israel.
Da Reuters
O governo de Israel considerava havia bastante tempo o recém-nomeado vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, seu sucessor preferido para o presidente do país, Hosni Mubarak, de acordo com mensagens diplomáticas dos EUA divulgadas pelo site WikiLeaks.
'Deferimos para a Embaixada no Cairo para análise dos cenários da sucessão no Egito, mas não há questão de que Israel está mais confortável com a perspectiva de Soliman', afirma a mensagem escrita pela embaixada dos EUA em Tel Aviv em 2008, usando uma grafia própria do nome do vice-presidente egípcio.
Suleiman, chefe de inteligência do Egito desde 1993, tem sido um visitante frequente de Israel e mediador do conflito com os palestinos.
Os EUA deram apoio aos esforços de transição lançados por Suleiman, nomeado por Mubarak para o cargo de vice-presidente após gigantescos protestos pedindo pelo fim do regime do presidente de 82 anos, que há 30 está no poder.
O vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, fala na TV estatal em 3 de fevereiro
A mensagem diplomática, datada de 29 de agosto de 2008, resume conversas que o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, manteve com líderes egípcios na cidade portuária de Alexandria.
Ela cita um dos conselheiros de Barak, David Hacham, que teria afirmado que a delegação israelense estava chocada com a aparência idosa de Mubarak e com sua voz cansada.
'Hacham notou que os israelenses acreditam que Soliman deve servir ao menos como presidente interino caso Mubarak morra ou fique incapacitado', afirma a mensagem, que acrescenta que Hacham foi 'só elogios' para Suleiman.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se disse esperançoso de que qualquer novo governo no Egito mantenha a paz firmada com Israel em 1979.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O certo é incerto!

Nos países árabes onde se instalou a onda de manifestos, ora chamada "O Grito", ora chamada "A Ira", generalizou-se a vontade por mudanças estruturais na política destes países. Tanto no Egito, como no Yemen, na Jordânia, na Líbia, na Tunísia, na Argélia, no Marrocos e em outros que estão começando a se empolgar, as pessoas estão indo com muita sede ao pote. Tudo bem, entendo que é uma sede que vem de décadas de repressão, mas é uma sede desgovernada. Parece aquela propaganda da soda limonada "Teen", que nem existe mais, onde o cara anda dias pelo deserto e finalmente pára numa birosca e pede um refrigerante ao invés de pedir água para matar a sede.
É preocupante, porque estas pessoas querem acabar com a tirania dos governos atuais, querem se livrar da repressão, querem ter seus direitos civís respeitados e querem transparência com o dinheiro de seus impostos, mas ao mesmo tempo, estas mesmas pessoas nunca tiveram contato com um regime democrático baseado no respeito ao cidadão e na liberdade individual, então ficam as perguntas: Será que os regimes que serão estabelecidos respeitarão estas reivindicações ou serão conduzidos / liderados por pessoas que buscam apenas o poder e nada mais, tal qual seus antecessores? Os Manifestantes serão capazes de conduzir uma nova onda de manifestos, caso os novos governos não cumpram o que prometeram? Os grupos islâmicos tem domínio da situação a ponto de tomar o poder e finalmente realizar o sonho da "Grande Nação Islâmica"? Caso haja consenso sobre a realização de eleições democráticas e diretas, as pessoas saberão escolher seus novos líderes ou apenas ficarão deslumbrados com a idéia de liberdade colocando no poder aquele que teve mais eloquência?
Não estou desprezando a capacidade de julgamento destas pessoas, apenas estou conjecturando um futuro próximo, caso as lideranças tradicionais caiam por terra. A complexidade das correntes ideológicas, religiosas e pragmáticas, ditas oposicionistas, que conduzem este processo, me leva a tais questionamentos, afinal Hitler foi um líder cativante que conquistou a Alemanha com seus discursos históricos e eufóricos, tal qual Stalin, Arafat, Kennedy e outros tantos. Nem por isso foram capazes de conduzir um processo democrático respeitando as liberdades individuais.
Outra suposição bastante vaga é o estabelecimento temporário de um regime anárquico nestes países e neste caso, todos sairão perdendo, já que estas pessoas nunca tiveram contato real com a liberdade a ponto de saber como usa-la.
Não tenho como prever o futuro próximo destes países, mas o ponto positivo é que a mudança está começando e apesar de prenunciar um preço muito alto para o alcance das liberdades individuais, percebo que esta nova geração está disposta a pagar este preço do que conviver com mais algumas décadas de tirania e poder herdado de tirano pai para  tiraninho filho.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Do Próprio Bolso

Para os amantes da história da boa música e das atualidades do cenário cultural e musical de Brasília e do mundo, visitem o site do meu querido amigo Mário Pacheco:
http://www.dopropriobolso.com.br/

Vocês vão se surpreender!

Reviravolta!

Mesmo com todos os bloqueios de internet, celular, noticiários da tv a cabo, os egípcios finalmente criaram coragem e foram às ruas colocar para fora tudo o que estava guardado em seus corações durante anos e anos de tirania do governo Mubarak.
Segundo Navi Pillay, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, os números extra oficiais indicam a morte de 300 pessoas desde 25 de janeiro do ano corrente, além de cerca de 3 mil feridos e um número inestimável de pessoas presas pela polícia de repressão.
A história nos ensina que para haver mudanças, é necessário que alguns paguem com a própria vida. Será que em pleno século XXI ainda é necessário pagar com a vida para que um cidadão tenha os seus direitos legítimos reconhecidos?
São tantas as informações à respeito das rebeliões no mundo árabe, que fica difícil sintetizar o assunto com objetividade, mas não me escapou o discurso inflamado de Barack Obama defendendo o adiantamento das eleições presidenciais no Egito e a defesa do acordo de paz entre o Egito e Israel. Aos olhos dos leigos, parece que Obama está preocupadíssimo com o bem estar dos egípcios, mas o que realmente o preocupa é manter o envio do petróleo roubado do Iraque através do oleoduto egípcio que dá acesso ao Mediterrâneo. Se este acesso for bloqueado, os Estados Unidos da América páram e aí urge a necessidade de invadir o Irã, para garantir o fornecimento de petróleo aos filhotes do Tio Sam.
A Irmandade Muçulmana convoca seus seguidores ao martírio em nome do nacionalismo egípcio, mas o que eles querem de fato é tomar o poder e transformar o Egito num segundo Irã. Acontece que a juventude egípcia, apesar de religiosa em sua maioria, está de saco cheio de líderes que usam o Islã como bandeira para tomar o poder e estão conscientes de que isto só representará um retrocesso em suas reivindicações. É como tirar o lobo mau do poder e colocar uma naja em seu lugar. O lobo mau quer enriquecer às custas da desgraça do povo egípcio, mas a naja quer o controle das mentes deste mesmo povo, o que é bem mais perigoso.
O lado bom de tudo isso é que a onda está tomando conta do mundo árabe e as pessoas estão, finalmente, entendendo que a união faz a força. O berço da civilização humana não pode continuar sucumbindo aos desmandos de meia dúzia de tiranos, que por muitos e muitos anos encheram seus cofres com o sangue de cidadãos honestos e trabalhadores, que buscam um pouco de conforto para suas famílias.
Estava passando da hora de recuperar este nacionalismo árabe e mostrar à estes FDPs que temos sangue nas veias e sabemos lutar pelos nossos direitos.
Enquanto isso, Israel e os americanos estão borrando as calças com medo das consequências destes movimentos históricos.
Viva a luta pela liberdade!