A indústria da imagem está destruindo a humanidade.
A indústria da corrida contra o relógio está acabando com a nossa saúde.
A indústria dos super egos está acabando com a nossa essência.
A indústria do sucesso está acabando com o nosso sossego.
Que mal há em ser um ser humano normal? Sim, normal. Daqueles que cumpre expediente, mas depois quer ir para casa descansar. Que mal há em comer uns docinhos e ganhar uns quilinhos na barriga?
A cultura atual prega que você deve ser um exemplo na escola, na faculdade, no trabalho, no físico, no intelecto e ainda ser simpático e sociável. Ah, e que você deve conseguir o seu primeiro milhão antes dos 30 anos.
Quem não atinge todas estas metas é um verdadeiro fracassado. Então, neste contexto, eu sou uma fracassada. Não me formei, não consegui o emprego ideal, não consegui manter o meu peso e nem me tornei uma fisiculturista e tenho horrorosos acessos de mau humor.
O que esta indústria esqueceu de pregar, são as coisas mais essenciais que caracterizam o ser humano: A luta pela sobrevivência, a necessidade de amar e ser amado, a necessidade de viver em família e entre amigos, o prazer de ter um lar, de sorrir, de assistir um filme curtindo preguiça no sofá da sala, estar com aquelas pessoas que escolhemos para fazerem parte das nossas vidas, tomar refrigerantes, comer doces e sermos felizes.
Os comerciais de teve vendem seguros de vida como se a morte fosse uma ameaça e não o curso natural da nossa existência. As fábricas de carros anunciam seus produtos como se fossem gratuitos, quando na verdade são inacessíveis para muitos. As fábricas de cosméticos e moda colocam nos seus anúncios modelos que só seria possível existirem se o photoshop fosse uma obra de Deus.
Nos fazem sentir frustrados, incompetentes, decadentes.
Para o ano novo, eu vou pedir a Deus uma indústria da vida e pela vida. Uma indústria que preze a nossa essência humana e que cultue as coisas simples que nos fazem felizes. Uma indústria onde a diferença é um luxo e onde cada ser humano seja tratado como alguém muito especial, apenas pelo fato de existir.
E viva a vida!
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Graças a Deus
Graças a Deus! Graças a Deus! Graças a Deus!
Era assim que minha avó começava o dia. Agradecendo! Depois pedia a Deus saúde, paz, proteção e sorte, para logo em seguida agradecer a Ele pela saúde, paz, proteção e sorte que ela recebeu até agora.
Hoje, quando acordei, agradeci a Deus por mais este dia, por continuar viva, respirando e com saúde. Adquiri este hábito desde pequena, mas o esqueci na adolescência e deixei minha religiosidade de lado na primeira fase adulta. Aos poucos, tudo o que absorvi quando criança, está voltando. Minha crença em Deus nunca foi tão forte, os ensinamentos das minhas avós e da minha mãe impregnaram-se em mim, minha necessidade de estar com o coração aberto às pessoas elevou-se à uma dimensão bem maior e minha capacidade de amar está em alta.
Isto só pode ser uma dádiva de Deus! Então, para este ano novo que se inicia, eu quero agradecer a Deus por tudo o que Ele me proporcionou até agora. Graças a Deus pela minha saúde e pela saúde dos meus, graças a Deus pela minha sorte e pela sorte dos meus. Graças a Deus pela minha paz interior e paz dos meus. Graças a Deus pela vida das minhas filhas, dos meus sobrinhos e que Deus nos dê sabedoria para proporcionar a eles o mesmo legado que nos foi deixado. O legado da raça e do sangue palestino. O legado da nossa história milenar e das nossas raízes fortes.
Obrigado Deus por me dar filhas lindas, uma família unida, amigos verdadeiros, trabalho e muita paz. Obrigado por permitir que eu cuide dos meus e que eles cuidem de mim. Obrigado pela vinda da Yasmin à nossa família. Obrigado por permitir que eu tenha amor aos meus bichinhos, especialmente o Mimo e a Lilica. Obrigado por colocar pessoas boas no meu caminho. Obrigado por me dar as lições certas para que eu sempre seja uma pessoa melhor. Obrigado por permitir que eu reencontre pessoas queridas e pessoas novas que estão fazendo a diferença na minha vida.
Obrigado por abrir minha mente para as coisas boas. Obrigado por me cercar de carinho. Mais uma vez, obrigado pela minha família e pelos meus amigos e que o calor deste sentimento nunca se apague.
Obrigado pela nossa felicidade.
Graças a Deus!
Feliz Ano Novo!
Era assim que minha avó começava o dia. Agradecendo! Depois pedia a Deus saúde, paz, proteção e sorte, para logo em seguida agradecer a Ele pela saúde, paz, proteção e sorte que ela recebeu até agora.
Hoje, quando acordei, agradeci a Deus por mais este dia, por continuar viva, respirando e com saúde. Adquiri este hábito desde pequena, mas o esqueci na adolescência e deixei minha religiosidade de lado na primeira fase adulta. Aos poucos, tudo o que absorvi quando criança, está voltando. Minha crença em Deus nunca foi tão forte, os ensinamentos das minhas avós e da minha mãe impregnaram-se em mim, minha necessidade de estar com o coração aberto às pessoas elevou-se à uma dimensão bem maior e minha capacidade de amar está em alta.
Isto só pode ser uma dádiva de Deus! Então, para este ano novo que se inicia, eu quero agradecer a Deus por tudo o que Ele me proporcionou até agora. Graças a Deus pela minha saúde e pela saúde dos meus, graças a Deus pela minha sorte e pela sorte dos meus. Graças a Deus pela minha paz interior e paz dos meus. Graças a Deus pela vida das minhas filhas, dos meus sobrinhos e que Deus nos dê sabedoria para proporcionar a eles o mesmo legado que nos foi deixado. O legado da raça e do sangue palestino. O legado da nossa história milenar e das nossas raízes fortes.
Obrigado Deus por me dar filhas lindas, uma família unida, amigos verdadeiros, trabalho e muita paz. Obrigado por permitir que eu cuide dos meus e que eles cuidem de mim. Obrigado pela vinda da Yasmin à nossa família. Obrigado por permitir que eu tenha amor aos meus bichinhos, especialmente o Mimo e a Lilica. Obrigado por colocar pessoas boas no meu caminho. Obrigado por me dar as lições certas para que eu sempre seja uma pessoa melhor. Obrigado por permitir que eu reencontre pessoas queridas e pessoas novas que estão fazendo a diferença na minha vida.
Obrigado por abrir minha mente para as coisas boas. Obrigado por me cercar de carinho. Mais uma vez, obrigado pela minha família e pelos meus amigos e que o calor deste sentimento nunca se apague.
Obrigado pela nossa felicidade.
Graças a Deus!
Feliz Ano Novo!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Entrevista com o Embaixador da Palestina
Correio Brasiliense
Reconhecimento de Lula dá aos palestinos um aliado de peso contra Israel
14/12/2010
Isabel Fleck
À mesa de seu escritório, em Brasília, o embaixador palestino, Ibrahim Al-Zeben, exibe, orgulhoso, um globo diferente. Foi o único que conseguiu encontrar, até hoje, em que o nome da Palestina aparece registrado, bem ao lado de Israel. Para ele, no entanto, decisões como a tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva — a menos de um mês de deixar o Planalto —, de reconhecer o Estado Palestino nas fronteiras de 1967, ajudarão a mudar o mapa-múndi. Em entrevista ao Correio, ele disse acreditar que a atitude brasileira “certamente ajudará países que estavam indecisos a entender a mensagem” de que o povo palestino tem direito a ter seu Estado.
“Os palestinos estão muito agradecidos por esse apoio, porque isso vai ser positivo também para alcançar a paz com Israel. Um reconhecimento mundial ajuda a colocar as duas partes em pé de igualdade”, afirmou Al-Zeben, na terceira entrevista da série com os embaixadores sobre o futuro das relações bilaterais no governo de Dilma Rousseff. Segundo o embaixador, a atitude do Brasil, que foi seguido pela vizinha Argentina, deixa seu povo mais fortalecido. Contudo, ele despista ao ser questionado se o próximo passo é levar um pedido de reconhecimento oficial à Organização das Nações Unidas (ONU). “Esperamos que Israel volte às negociações, paralisando os assentamentos que estão levando nosso território palestino em Jerusalém Oriental. Achamos que esse é o melhor caminho, o caminho mais curto.”
Para Al-Zeben, o esforço brasileiro que surtiria mais efeito agora seria continuar ajudando na reconstrução da infraestrutura do Estado palestino. Até mais do que usar a proximidade com Israel para interceder pelo fim das construções nos assentamentos judaicos em territórios palestinos. “O Brasil não deixou de interceder todo esse tempo, mas Israel faz pouco caso”, ressaltou. Ele disse ainda esperar, no governo Dilma, uma continuidade da relação bastante próxima vista entre Brasil e Palestina nos oito anos de gestão Lula. O presidente foi o responsável por puxar a parceria do fórum Ibas, formado com Índia e África do Sul, com o governo palestino, que resultou em diversos projetos de reconstrução em Gaza e na Cisjordânia, por meio do Fundo Ibas, e até em uma defesa conjunta da criação do Estado palestino, durante encontro em Brasília, em abril deste ano. “Cada presidente tem seu estilo, mas a amizade obviamente vai continuar com a presidente Dilma. E esperamos que a política brasileira siga acompanhando o desejo do povo palestino de ser uma nação livre”, revelou.
O presidente Lula está encerrando o mandato depois de atender ao pedido do presidente Abbas e reconhecer o Estado palestino. O que isso representa para o povo palestino?
É um motivo de muita satisfação essa decisão histórica do governo do Brasil e do presidente Lula a favor da justiça e do estado de Direito. Foi uma agradável surpresa, justamente em um momento em que o mundo inteiro relembrava o dia internacional de solidariedade à palestina (29 de novembro). Mas dos bons amigos e dos amantes da paz e da justiça sempre se espera algo bom. Os palestinos estão muito agradecidos por esse apoio, porque isso vai ser positivo também para alcançar a paz com Israel. Um reconhecimento mundial ajuda a colocar as duas partes em pé de igualdade.
Com a decisão do Brasil, o que muda nas relações bilaterais? E para o governo palestino, em um contexto geral?
Nós nos sentimos mais fortalecidos em nível internacional, porque esse passo histórico foi seguido por outras declarações favoráveis ao direito legítimo do povo palestino a ter seu Estado. Em relação ao Brasil, isso dá à missão palestina aqui o status de embaixada do Estado palestino, o que é um avanço importante para nós. Além disso, estamos falando do Brasil, que tem um peso importante na América Latina, no Ibas, no mundo.
Você esperam que o governo brasileiro utilize sua influência para pedir que outros países da região reconheçam o Estado palestino?
A decisão de cada país é soberana, mas seguramente ajudará outros países que estavam indecisos a entender essa mensagem profunda, fundamentada, certa. E, sem dúvida, existe uma simpatia cada vez maior neste continente a favor do direito do povo palestino, que tem sido postergado há 33 anos. Confiamos que a decisão soberana da América Latina será a favor do direito palestino de ter seu estado.
O Brasil demorou para tomar a decisão, uma vez que sempre defendeu um Estado palestino nas fronteiras de 1967?
As coisas sempre acontecem no momento certo. E estamos felizes que tenha acontecido agora.
Com o apoio de Brasil e Argentina — que se somam a mais de 100 países que já haviam tomado a mesma decisão —, vocês pretendem levar um pedido de reconhecimento oficial às Nações Unidas?
Nós esperamos agora que Israel volte às negociações, paralisando os assentamentos que estão levando nosso território palestino em Jerusalém Oriental. Achamos que esse é o melhor caminho, é o caminho mais curto. E acho que Israel deve entender essa mensagem da comunidade internacional e respeitar a vontade do povo palestino. Ter uma política equilibrada e com respeito absoluto ao direito internacional e ao direito palestino de criar seu Estado.
Como o senhor avalia a relação entre Brasil e Palestina nos oito anos de governo Lula?
O balanço geral é positivo. As relações bilaterais vêm melhorando e se fortalecendo. O clímax foi a visita do presidente Abbas, teve três escalas: Salvador, Porto Alegre e Recife. A visita do presidente Lula à Palestina também foi muito importante, porque conseguimos assinar seis acordos, em áreas como saúde, esportes, educação e agricultura. Estamos satisfeitos também com a dedicação do presidente Lula e do ministro Celso Amorim ao interferir mais positivamente no processo de negociação de paz entre Israel e Palestina — inclusive ultrapassando os limites da relação bilateral para encontrar eco no Ibas (formado por Índia, Brasil e África do Sul), esse grupo de atividade importante na área internacional. O presidente Lula tem sido um amigo da Palestina, do presidente Arafat e da luta palestina para recuperar primeiro o território e a identidade, e também para recuperar o processo de paz. E isso nunca foi feito às custas da relação bilateral entre Israel e Brasil. O presidente Lula e o ministro Amorim conseguiram gerenciar muito bem (as duas relações), sempre promoveram um diálogo sem, em nenhum momento, deixar de condenar as agressões ou as atividades bélicas.
O senhor espera que, no governo Dilma, essa proximidade vá continuar?
Cada presidente tem seu estilo, mas a amizade, obviamente, vai continuar com a presidente Dilma. E esperamos que a política brasileira siga acompanhando o desejo do povo palestino de ser uma nação livre.
O governo palestino espera um protagonismo do Brasil no processo de paz? Qual papel podemos desempenhar?
O Brasil sempre vai desempenhar um papel importante na área internacional, especialmente na questão palestina. Os últimos oito anos demonstram o quanto é importante a presença brasileira nesse conflito. E o país fez o que era mais importante: reconhecer o Estado palestino. Mas o Brasil pode investir na infraestrutura palestina, procurar parceiros para investimentos na Palestina. Pode utilizar seu peso na arena internacional para ir melhorando a infraestrutura de um Estado palestino.
Por ter boas relações também com Israel, o Brasil poderia interceder para que cessem as construções nos assentamentos?
Interceder, pode, mas o ponto é se Israel aceitaria. Porque o Brasil não deixou de interceder todo esse tempo — e a prova disso são as várias visitas do chanceler Amorim e as várias delegações que visitaram ambos os lados —, mas Israel faz pouco caso. Israel não ouve o Brasil. E, inclusive, nem os Estados Unidos.
Qual o peso da ajuda dada pelo Brasil à Palestina, por meio do Ibas?
Está tudo por ser feito na Palestina, e toda a ajuda do Brasil, do Ibas e da comunidade internacional é importante para nós nesse momento. É importante o trabalho feito em Gaza e na Cisjordânia, na reconstrução de escolas, hospitais e até estádios esportivos. Devido a 43 anos de ocupação, as estruturas foram abandonadas, muita coisa foi destruída pelo Exército de Israel. E outras estruturas não foram construídas precisamente pela presença dos ocupantes israelenses. O maior obstáculo para o nascimento e crescimento da Palestina é a ocupação israelense, que se manifesta pela presença militar e dos colonos, pelas atividades bélicas de repressão contra nosso povo, que impedem o crescimento normal do país.
Em quais áreas o Brasil pode ajudar mais?
Por exemplo, na questão de água. Em São Paulo, há um estudo sobre como pegar água da atmosfera, e o nosso problema é água. Não somente na Palestina, mas em toda a região, o que pode provocar uma guerra no futuro. No último ano, vieram várias delegações ao Brasil para estudar avanços no manejo do lixo tóxico. Também temos de colocar em prática os acordos em agricultura, educação. Em relação ao esporte, temos tido um intercâmbio interessante: neste ano, veio um grupo de futebol feminino para ter cursos em São Paulo, e hoje em dia temos três treinadores de futebol palestinos que estão em Santos.
Como é possível avançar com o comércio entre Brasil e Palestina?
O comércio é incipiente, porque isso é uma questão de soberania, e nós não temos essa soberania. Temos muito produtos para serem promovidos aqui no Brasil, tanto serviços quanto matéria-prima em agricultura, e temos também muitos produtos brasileiros que poderíamos consumir. Mas tudo tem que ser por meio de Israel. Para nós, o Brasil será um parceiro importante, porque todos os produtos de que precisamos existem aqui, sobretudo produtos agrícolas: soja, azeites, frutas, carnes, café. Quando se fala de café na Palestina, se fala do café brasileiro. Precisamos até de materiais e serviços de construção para reconstruir o país. Como nossa topografia é montanhosa, possivelmente vamos precisar também da engenharia civil brasileira, que é bastante avançada.
E o que pode interessar o Brasil na Palestina?
O produto mais importante palestino é o turismo religioso. Temos aqui no Brasil uma comunidade majoritariamente cristã, e a rota do cristianismo está entre Palestina, Israel, Jordânia e Egito. Além de produtos agrícolas, como azeite de oliva e seus derivados, e a pedra palestina, que é considerada o nosso “ouro branco” e é muito usada na construção.
Reconhecimento de Lula dá aos palestinos um aliado de peso contra Israel
14/12/2010
Isabel Fleck
À mesa de seu escritório, em Brasília, o embaixador palestino, Ibrahim Al-Zeben, exibe, orgulhoso, um globo diferente. Foi o único que conseguiu encontrar, até hoje, em que o nome da Palestina aparece registrado, bem ao lado de Israel. Para ele, no entanto, decisões como a tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva — a menos de um mês de deixar o Planalto —, de reconhecer o Estado Palestino nas fronteiras de 1967, ajudarão a mudar o mapa-múndi. Em entrevista ao Correio, ele disse acreditar que a atitude brasileira “certamente ajudará países que estavam indecisos a entender a mensagem” de que o povo palestino tem direito a ter seu Estado.
“Os palestinos estão muito agradecidos por esse apoio, porque isso vai ser positivo também para alcançar a paz com Israel. Um reconhecimento mundial ajuda a colocar as duas partes em pé de igualdade”, afirmou Al-Zeben, na terceira entrevista da série com os embaixadores sobre o futuro das relações bilaterais no governo de Dilma Rousseff. Segundo o embaixador, a atitude do Brasil, que foi seguido pela vizinha Argentina, deixa seu povo mais fortalecido. Contudo, ele despista ao ser questionado se o próximo passo é levar um pedido de reconhecimento oficial à Organização das Nações Unidas (ONU). “Esperamos que Israel volte às negociações, paralisando os assentamentos que estão levando nosso território palestino em Jerusalém Oriental. Achamos que esse é o melhor caminho, o caminho mais curto.”
Para Al-Zeben, o esforço brasileiro que surtiria mais efeito agora seria continuar ajudando na reconstrução da infraestrutura do Estado palestino. Até mais do que usar a proximidade com Israel para interceder pelo fim das construções nos assentamentos judaicos em territórios palestinos. “O Brasil não deixou de interceder todo esse tempo, mas Israel faz pouco caso”, ressaltou. Ele disse ainda esperar, no governo Dilma, uma continuidade da relação bastante próxima vista entre Brasil e Palestina nos oito anos de gestão Lula. O presidente foi o responsável por puxar a parceria do fórum Ibas, formado com Índia e África do Sul, com o governo palestino, que resultou em diversos projetos de reconstrução em Gaza e na Cisjordânia, por meio do Fundo Ibas, e até em uma defesa conjunta da criação do Estado palestino, durante encontro em Brasília, em abril deste ano. “Cada presidente tem seu estilo, mas a amizade obviamente vai continuar com a presidente Dilma. E esperamos que a política brasileira siga acompanhando o desejo do povo palestino de ser uma nação livre”, revelou.
O presidente Lula está encerrando o mandato depois de atender ao pedido do presidente Abbas e reconhecer o Estado palestino. O que isso representa para o povo palestino?
É um motivo de muita satisfação essa decisão histórica do governo do Brasil e do presidente Lula a favor da justiça e do estado de Direito. Foi uma agradável surpresa, justamente em um momento em que o mundo inteiro relembrava o dia internacional de solidariedade à palestina (29 de novembro). Mas dos bons amigos e dos amantes da paz e da justiça sempre se espera algo bom. Os palestinos estão muito agradecidos por esse apoio, porque isso vai ser positivo também para alcançar a paz com Israel. Um reconhecimento mundial ajuda a colocar as duas partes em pé de igualdade.
Com a decisão do Brasil, o que muda nas relações bilaterais? E para o governo palestino, em um contexto geral?
Nós nos sentimos mais fortalecidos em nível internacional, porque esse passo histórico foi seguido por outras declarações favoráveis ao direito legítimo do povo palestino a ter seu Estado. Em relação ao Brasil, isso dá à missão palestina aqui o status de embaixada do Estado palestino, o que é um avanço importante para nós. Além disso, estamos falando do Brasil, que tem um peso importante na América Latina, no Ibas, no mundo.
Você esperam que o governo brasileiro utilize sua influência para pedir que outros países da região reconheçam o Estado palestino?
A decisão de cada país é soberana, mas seguramente ajudará outros países que estavam indecisos a entender essa mensagem profunda, fundamentada, certa. E, sem dúvida, existe uma simpatia cada vez maior neste continente a favor do direito do povo palestino, que tem sido postergado há 33 anos. Confiamos que a decisão soberana da América Latina será a favor do direito palestino de ter seu estado.
O Brasil demorou para tomar a decisão, uma vez que sempre defendeu um Estado palestino nas fronteiras de 1967?
As coisas sempre acontecem no momento certo. E estamos felizes que tenha acontecido agora.
Com o apoio de Brasil e Argentina — que se somam a mais de 100 países que já haviam tomado a mesma decisão —, vocês pretendem levar um pedido de reconhecimento oficial às Nações Unidas?
Nós esperamos agora que Israel volte às negociações, paralisando os assentamentos que estão levando nosso território palestino em Jerusalém Oriental. Achamos que esse é o melhor caminho, é o caminho mais curto. E acho que Israel deve entender essa mensagem da comunidade internacional e respeitar a vontade do povo palestino. Ter uma política equilibrada e com respeito absoluto ao direito internacional e ao direito palestino de criar seu Estado.
Como o senhor avalia a relação entre Brasil e Palestina nos oito anos de governo Lula?
O balanço geral é positivo. As relações bilaterais vêm melhorando e se fortalecendo. O clímax foi a visita do presidente Abbas, teve três escalas: Salvador, Porto Alegre e Recife. A visita do presidente Lula à Palestina também foi muito importante, porque conseguimos assinar seis acordos, em áreas como saúde, esportes, educação e agricultura. Estamos satisfeitos também com a dedicação do presidente Lula e do ministro Celso Amorim ao interferir mais positivamente no processo de negociação de paz entre Israel e Palestina — inclusive ultrapassando os limites da relação bilateral para encontrar eco no Ibas (formado por Índia, Brasil e África do Sul), esse grupo de atividade importante na área internacional. O presidente Lula tem sido um amigo da Palestina, do presidente Arafat e da luta palestina para recuperar primeiro o território e a identidade, e também para recuperar o processo de paz. E isso nunca foi feito às custas da relação bilateral entre Israel e Brasil. O presidente Lula e o ministro Amorim conseguiram gerenciar muito bem (as duas relações), sempre promoveram um diálogo sem, em nenhum momento, deixar de condenar as agressões ou as atividades bélicas.
O senhor espera que, no governo Dilma, essa proximidade vá continuar?
Cada presidente tem seu estilo, mas a amizade, obviamente, vai continuar com a presidente Dilma. E esperamos que a política brasileira siga acompanhando o desejo do povo palestino de ser uma nação livre.
O governo palestino espera um protagonismo do Brasil no processo de paz? Qual papel podemos desempenhar?
O Brasil sempre vai desempenhar um papel importante na área internacional, especialmente na questão palestina. Os últimos oito anos demonstram o quanto é importante a presença brasileira nesse conflito. E o país fez o que era mais importante: reconhecer o Estado palestino. Mas o Brasil pode investir na infraestrutura palestina, procurar parceiros para investimentos na Palestina. Pode utilizar seu peso na arena internacional para ir melhorando a infraestrutura de um Estado palestino.
Por ter boas relações também com Israel, o Brasil poderia interceder para que cessem as construções nos assentamentos?
Interceder, pode, mas o ponto é se Israel aceitaria. Porque o Brasil não deixou de interceder todo esse tempo — e a prova disso são as várias visitas do chanceler Amorim e as várias delegações que visitaram ambos os lados —, mas Israel faz pouco caso. Israel não ouve o Brasil. E, inclusive, nem os Estados Unidos.
Qual o peso da ajuda dada pelo Brasil à Palestina, por meio do Ibas?
Está tudo por ser feito na Palestina, e toda a ajuda do Brasil, do Ibas e da comunidade internacional é importante para nós nesse momento. É importante o trabalho feito em Gaza e na Cisjordânia, na reconstrução de escolas, hospitais e até estádios esportivos. Devido a 43 anos de ocupação, as estruturas foram abandonadas, muita coisa foi destruída pelo Exército de Israel. E outras estruturas não foram construídas precisamente pela presença dos ocupantes israelenses. O maior obstáculo para o nascimento e crescimento da Palestina é a ocupação israelense, que se manifesta pela presença militar e dos colonos, pelas atividades bélicas de repressão contra nosso povo, que impedem o crescimento normal do país.
Em quais áreas o Brasil pode ajudar mais?
Por exemplo, na questão de água. Em São Paulo, há um estudo sobre como pegar água da atmosfera, e o nosso problema é água. Não somente na Palestina, mas em toda a região, o que pode provocar uma guerra no futuro. No último ano, vieram várias delegações ao Brasil para estudar avanços no manejo do lixo tóxico. Também temos de colocar em prática os acordos em agricultura, educação. Em relação ao esporte, temos tido um intercâmbio interessante: neste ano, veio um grupo de futebol feminino para ter cursos em São Paulo, e hoje em dia temos três treinadores de futebol palestinos que estão em Santos.
Como é possível avançar com o comércio entre Brasil e Palestina?
O comércio é incipiente, porque isso é uma questão de soberania, e nós não temos essa soberania. Temos muito produtos para serem promovidos aqui no Brasil, tanto serviços quanto matéria-prima em agricultura, e temos também muitos produtos brasileiros que poderíamos consumir. Mas tudo tem que ser por meio de Israel. Para nós, o Brasil será um parceiro importante, porque todos os produtos de que precisamos existem aqui, sobretudo produtos agrícolas: soja, azeites, frutas, carnes, café. Quando se fala de café na Palestina, se fala do café brasileiro. Precisamos até de materiais e serviços de construção para reconstruir o país. Como nossa topografia é montanhosa, possivelmente vamos precisar também da engenharia civil brasileira, que é bastante avançada.
E o que pode interessar o Brasil na Palestina?
O produto mais importante palestino é o turismo religioso. Temos aqui no Brasil uma comunidade majoritariamente cristã, e a rota do cristianismo está entre Palestina, Israel, Jordânia e Egito. Além de produtos agrícolas, como azeite de oliva e seus derivados, e a pedra palestina, que é considerada o nosso “ouro branco” e é muito usada na construção.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Obrigado Deus!
Sítio da Controladoria Geral da União
09/12/2010
Premiação de concursos culturais da CGU atesta difusão do controle social
O trabalho de combate e prevenção à corrupção, além de benefícios à sociedade, traz também inspiração. Durante a celebração do Dia Internacional de Combate à Corrupção, na tarde desta quinta-feira (9), participantes dos concursos culturais da Controladoria-Geral da União (CGU) receberam prêmios pelas melhores obras e puderam exibir trabalhos vencedores em 2010, entre aproximadamente 150 mil concorrentes.
Desenhos, redações, monografias, filmes e gravações de áudio, todos com temas focados na prevenção e no combate aos desvios dos recursos públicos e empenhados na boa destinação do dinheiro dos contribuintes. “Queremos estimular a formação da cultura da ética e da cidadania”, justificou o secretário de Prevenção da Corrupção e Informações Estratégicas da CGU, Mário Vinícius Spinelli.
O sítio eletrônico da CGU (www.cgu.gov.br) divulga na sua página principal a relação dos estudantes, professores, universitários, pesquisadores e cidadãos em geral que tiveram suas idéias premiadas. O concurso de redações e desenhos, na sua quarta edição, alcançou superou a marca de 615 mil trabalhos concorrentes, com a mobilização de 873 mil estudantes, e, hoje, merece citação em eventos internacionais como exemplo de iniciativa para incentivar o controle social.
O garoto Leonardo de Souza, de 10 anos, é prova viva do sucesso das iniciativas de difundir entre a população a preocupação com a destinação do dinheiro público. A idéia para o desenho de um hospital com problemas nasceu da experiência de assistir, na companhia do pai, as notícias em telejornais sobre os problemas nos hospitais do Distrito Federal. “Vi que estava faltando médico”, lamenta o aluno de uma escola rural de Planaltina.
O trabalho do menino sensível à situação que afeta seus conterrâneos foi considerado o melhor de todo o país na categoria dos desenhos feitos por estudantes do ensino fundamental. “O tema corrupção é importante e serve para mostrar, numa escola rural, que os cidadãos temos deveres, mas também temos direitos”, explica a professora Liane Macedo, responsável pelo dia-a-dia de Leonardo e seus colegas de 4ª série na sala de aula. “Desde 2008 participamos dos concursos da CGU.”
O estudante tímido não conteve o sorriso quando confirmou que usaria seu prêmio, um notebook, para jogar vídeo games. Outro aparelho, igual, foi parar nas mãos de Lara Machado, 11 anos, aluna da 5ª série de escola particular no Lago Sul, bairro nobre da capital federal. A autora de redação premiada em primeiro lugar transformou, em seu trabalho, o próprio dinheiro público mal usado em um personagem, fazendo a narrativa na primeira pessoa. “Foi uma sensação ruim, de frustração, por não poder ajudar as pessoas e, ao mesmo tempo, não ter culpa por isso.”
Rapidamente Lara também descobriu utilidade para o computador portátil que ganhou pela obra premiada. “O notebook era tudo o que eu queria, vou poder fazer de tudo”, disse. Na companhia da mãe e de uma irmã mais nova, usando uniforme da escola e com os cabelos compridos bem arrumados, a estudante logo decidiu que a máquina será útil no ano que vem, para a produção de nova redação. “Só espero a definição do tema.”
A entrega de prêmios aos autores dos melhores trabalhos nos concursos culturais da CGU se repetiu nos Estados, em solenidades para comemoração do Dia Internacional Contra a Corrupção. Os autores, professores e escolas receberam diplomas, troféus, computadores, máquinas fotográficas e, no caso das monografias, prêmios em dinheiro. Em 2010, o tema para os desenhos e redações foi Como será o futuro do Brasil com o dinheiro público bem aplicado. O edital para a edição de 2011 deverá ser publicado durante o primeiro trimestre.
09/12/2010
Premiação de concursos culturais da CGU atesta difusão do controle social
O trabalho de combate e prevenção à corrupção, além de benefícios à sociedade, traz também inspiração. Durante a celebração do Dia Internacional de Combate à Corrupção, na tarde desta quinta-feira (9), participantes dos concursos culturais da Controladoria-Geral da União (CGU) receberam prêmios pelas melhores obras e puderam exibir trabalhos vencedores em 2010, entre aproximadamente 150 mil concorrentes.
Desenhos, redações, monografias, filmes e gravações de áudio, todos com temas focados na prevenção e no combate aos desvios dos recursos públicos e empenhados na boa destinação do dinheiro dos contribuintes. “Queremos estimular a formação da cultura da ética e da cidadania”, justificou o secretário de Prevenção da Corrupção e Informações Estratégicas da CGU, Mário Vinícius Spinelli.
O sítio eletrônico da CGU (www.cgu.gov.br) divulga na sua página principal a relação dos estudantes, professores, universitários, pesquisadores e cidadãos em geral que tiveram suas idéias premiadas. O concurso de redações e desenhos, na sua quarta edição, alcançou superou a marca de 615 mil trabalhos concorrentes, com a mobilização de 873 mil estudantes, e, hoje, merece citação em eventos internacionais como exemplo de iniciativa para incentivar o controle social.
O garoto Leonardo de Souza, de 10 anos, é prova viva do sucesso das iniciativas de difundir entre a população a preocupação com a destinação do dinheiro público. A idéia para o desenho de um hospital com problemas nasceu da experiência de assistir, na companhia do pai, as notícias em telejornais sobre os problemas nos hospitais do Distrito Federal. “Vi que estava faltando médico”, lamenta o aluno de uma escola rural de Planaltina.
O trabalho do menino sensível à situação que afeta seus conterrâneos foi considerado o melhor de todo o país na categoria dos desenhos feitos por estudantes do ensino fundamental. “O tema corrupção é importante e serve para mostrar, numa escola rural, que os cidadãos temos deveres, mas também temos direitos”, explica a professora Liane Macedo, responsável pelo dia-a-dia de Leonardo e seus colegas de 4ª série na sala de aula. “Desde 2008 participamos dos concursos da CGU.”
O estudante tímido não conteve o sorriso quando confirmou que usaria seu prêmio, um notebook, para jogar vídeo games. Outro aparelho, igual, foi parar nas mãos de Lara Machado, 11 anos, aluna da 5ª série de escola particular no Lago Sul, bairro nobre da capital federal. A autora de redação premiada em primeiro lugar transformou, em seu trabalho, o próprio dinheiro público mal usado em um personagem, fazendo a narrativa na primeira pessoa. “Foi uma sensação ruim, de frustração, por não poder ajudar as pessoas e, ao mesmo tempo, não ter culpa por isso.”
Rapidamente Lara também descobriu utilidade para o computador portátil que ganhou pela obra premiada. “O notebook era tudo o que eu queria, vou poder fazer de tudo”, disse. Na companhia da mãe e de uma irmã mais nova, usando uniforme da escola e com os cabelos compridos bem arrumados, a estudante logo decidiu que a máquina será útil no ano que vem, para a produção de nova redação. “Só espero a definição do tema.”
A entrega de prêmios aos autores dos melhores trabalhos nos concursos culturais da CGU se repetiu nos Estados, em solenidades para comemoração do Dia Internacional Contra a Corrupção. Os autores, professores e escolas receberam diplomas, troféus, computadores, máquinas fotográficas e, no caso das monografias, prêmios em dinheiro. Em 2010, o tema para os desenhos e redações foi Como será o futuro do Brasil com o dinheiro público bem aplicado. O edital para a edição de 2011 deverá ser publicado durante o primeiro trimestre.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Reação ao Brasil, Argentina e Uruguai
A declaração, abaixo relacionada, do vice-chanceler israelense, é só mais uma prova de que os israelenses nunca levaram o processo de paz à sério. Eles consideram os palestinos uns iludidos, panacas e ingênuos, que acham que um dia vão ter um país só deles. Enquanto isso, eles fingem que negociam, fingem que se importam e tiram uma com a cara de todo mundo. Quando eu digo que esta raça é a mais traiçoeira de todas, as pessoas me acusam de anti-semita, mas se não fossem criaturas de péssima índole, não teriam sido perseguidos e expulsos da Europa, que não quer vê-los lá nem pintados de ouro. Aliás, ninguém quer!
Reuters:
"Tal declaração hoje apenas prejudica o processo de paz, porque simplesmente encoraja os palestinos a continuar resistindo, na esperança de que algum milagre caia do céu ou que a comunidade internacional imponha algum tipo de acordo a Israel", disse o vice-chanceler Danny Ayalon.
"E o importante é que os americanos tampouco aceitam isso", disse Ayalon à rádio do Exército de Israel.
Reuters:
"Tal declaração hoje apenas prejudica o processo de paz, porque simplesmente encoraja os palestinos a continuar resistindo, na esperança de que algum milagre caia do céu ou que a comunidade internacional imponha algum tipo de acordo a Israel", disse o vice-chanceler Danny Ayalon.
"E o importante é que os americanos tampouco aceitam isso", disse Ayalon à rádio do Exército de Israel.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Al Hamdo Lelah
Estou super sensibilizada. Minha filha mais velha, Lara, foi a primeira colocada num concurso nacional de redação promovido pela Controladoria Geral da União. O Tema foi "Dinheiro Público". Ela tem apenas 11 anos, mas já tem uma noção clara do que é certo e o que é errado. Foi baseado neste conceito de valores essenciais que ela desenvolveu a redação. Fiquei super orgulhosa por saber que a educação que dei à ela surtiu um bom efeito.
Não é pelo prêmio, nem pelo reconhecimento, mas pela forma como ela e a irmã enxergam o mundo. Uma forma honesta, pura e simplista, onde o certo e o errado estão bem definidos. Não foi assim tão difícil, bastou dar o exemplo. Nunca faltei a um compromisso com minhas filhas, nunca voltei atrás numa promessa que fiz a elas, nunca fiz sermões e nem me coloquei na posição de heroína, mas procurei ser o mais humana possível, mostrando a elas que tenho defeitos e qualidades e que temos que saber compreender os nossos pontos fracos, para então nos fortalecer como seres humanos.
Acho que fiz um bom trabalho, até agora, e espero poder continuar fazendo para que eu possa deixar aqui, nesta dimensão, duas pessoinhas que querem bem ao próximo, que se preocupam com o planeta e que tem uma boa noção do que acontece à sua volta.
Hoje, na comemoração do Ano Novo muçulmano (1432 Hégira), quero agradecer a Deus por esta dádiva de ter duas filhas deslumbrantemente fantásticas e absolutamente humanas, em todos os sentidos.
Al Hamdo Lelah (Graças à Deus)!
Não é pelo prêmio, nem pelo reconhecimento, mas pela forma como ela e a irmã enxergam o mundo. Uma forma honesta, pura e simplista, onde o certo e o errado estão bem definidos. Não foi assim tão difícil, bastou dar o exemplo. Nunca faltei a um compromisso com minhas filhas, nunca voltei atrás numa promessa que fiz a elas, nunca fiz sermões e nem me coloquei na posição de heroína, mas procurei ser o mais humana possível, mostrando a elas que tenho defeitos e qualidades e que temos que saber compreender os nossos pontos fracos, para então nos fortalecer como seres humanos.
Acho que fiz um bom trabalho, até agora, e espero poder continuar fazendo para que eu possa deixar aqui, nesta dimensão, duas pessoinhas que querem bem ao próximo, que se preocupam com o planeta e que tem uma boa noção do que acontece à sua volta.
Hoje, na comemoração do Ano Novo muçulmano (1432 Hégira), quero agradecer a Deus por esta dádiva de ter duas filhas deslumbrantemente fantásticas e absolutamente humanas, em todos os sentidos.
Al Hamdo Lelah (Graças à Deus)!
Obrigado!
É claro! Nosso povo é educado e fiel aos amigos! Sabemos reconhecer quem reconhece nossos direitos. Os palestinos de todas as religiões (muçulmanos, cristãos e judeus) e de todas as partes do mundo estão orgulhosos da iniciativa brasileira, imediatamente adotada por outros países do continente, como a Argentina e o Uruguai. Obrigado pelo apoio!
Palestinos saúdam reconhecimento e dizem que Brasil é pioneiro
Agência Estado
07/12/2010
Guila Flint - BBC
Brasil e Argentina são primeiros países ocidentais a reconhecer Estado palestino.
Governo de Abbas saúda Brasil e Argentina por reconhecer Estado
O porta-voz do gabinete palestino, Ghassan Hatib, declarou nesta segunda-feira que os palestinos ficaram extremamente satisfeitos com a decisão da Argentina de seguir o exemplo do Brasil e reconhecer o Estado palestino com as fronteiras existentes em 1967.
"O Brasil é, sem dúvida, o pioneiro nesse processo, dando um exemplo que já foi seguido pela Argentina e que esperamos também seja seguido por outros países da América Latina", disse o porta-voz palestino à BBC Brasil.
Na sexta feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta a seu colega da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, declarando que o Brasil reconhece o Estado Palestino nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, deflagrada em 1967, que incluem a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental.
O Brasil e a Argentina foram os primeiros países ocidentais a reconhecer o Estado Palestino, que já havia sido reconhecido por cerca de cem países da Ásia e da África.
O ministério das Relações Exteriores de Israel manifestou "pesar e decepção" com a decisão do presidente brasileiro e afirmou que o reconhecimento "prejudica o processo de paz".
O Estado judeu considera ainda que o reconhecimento "constitui uma violação do acordo interino firmado em 1995, que estabelecia que o status da Cisjordânia e da Faixa de Gaza será determinado em uma negociação entre as partes".
Pressão
Hatib afirmou que o presidente Abbas ficou "muito grato e otimista" após a declaração de Lula e "já previa que outros países iriam seguir o exemplo do Brasil".
Para Ghassan Hatib, o reconhecimento tem uma importância diplomática "muito grande".
"Se vários países da América Latina reconhecerem nosso Estado, haverá um impacto sobre toda a comunidade internacional, que poderá levar ao reconhecimento de um Estado Palestino independente, no próximo verão, pelo Conselho de Segurança da ONU", disse.
O porta-voz também mencionou "efeitos concretos" do reconhecimento, como a transformação das representações diplomáticas palestinas em embaixadas e uma maior facilidade para a assinatura de acordos bilaterais envolvendo os palestinos.
Para o porta-voz, o reconhecimento crescente do Estado palestino poderá contribuir para o avanço do processo de paz, pois, segundo ele, "constituirá uma pressão sobre Israel para voltar à mesa de negociações".
"Estamos dispostos a retomar as negociações a qualquer momento, mas Israel optou por ampliar os assentamentos em vez de negociar", acrescentou.
Já a diretora do departamento de América Latina do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Dorit Shavit, disse à BBC Brasil que o reconhecimento do Estado Palestino "prejudica o processo de paz, pois diminui a motivação dos palestinos para retomar as negociações".
"Se eles (os palestinos) podem conseguir um Estado sem negociar, para que negociar?", questionou a diplomata israelense. BBC Brasil
Palestinos saúdam reconhecimento e dizem que Brasil é pioneiro
Agência Estado
07/12/2010
Guila Flint - BBC
Brasil e Argentina são primeiros países ocidentais a reconhecer Estado palestino.
Governo de Abbas saúda Brasil e Argentina por reconhecer Estado
O porta-voz do gabinete palestino, Ghassan Hatib, declarou nesta segunda-feira que os palestinos ficaram extremamente satisfeitos com a decisão da Argentina de seguir o exemplo do Brasil e reconhecer o Estado palestino com as fronteiras existentes em 1967.
"O Brasil é, sem dúvida, o pioneiro nesse processo, dando um exemplo que já foi seguido pela Argentina e que esperamos também seja seguido por outros países da América Latina", disse o porta-voz palestino à BBC Brasil.
Na sexta feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta a seu colega da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, declarando que o Brasil reconhece o Estado Palestino nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, deflagrada em 1967, que incluem a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental.
O Brasil e a Argentina foram os primeiros países ocidentais a reconhecer o Estado Palestino, que já havia sido reconhecido por cerca de cem países da Ásia e da África.
O ministério das Relações Exteriores de Israel manifestou "pesar e decepção" com a decisão do presidente brasileiro e afirmou que o reconhecimento "prejudica o processo de paz".
O Estado judeu considera ainda que o reconhecimento "constitui uma violação do acordo interino firmado em 1995, que estabelecia que o status da Cisjordânia e da Faixa de Gaza será determinado em uma negociação entre as partes".
Pressão
Hatib afirmou que o presidente Abbas ficou "muito grato e otimista" após a declaração de Lula e "já previa que outros países iriam seguir o exemplo do Brasil".
Para Ghassan Hatib, o reconhecimento tem uma importância diplomática "muito grande".
"Se vários países da América Latina reconhecerem nosso Estado, haverá um impacto sobre toda a comunidade internacional, que poderá levar ao reconhecimento de um Estado Palestino independente, no próximo verão, pelo Conselho de Segurança da ONU", disse.
O porta-voz também mencionou "efeitos concretos" do reconhecimento, como a transformação das representações diplomáticas palestinas em embaixadas e uma maior facilidade para a assinatura de acordos bilaterais envolvendo os palestinos.
Para o porta-voz, o reconhecimento crescente do Estado palestino poderá contribuir para o avanço do processo de paz, pois, segundo ele, "constituirá uma pressão sobre Israel para voltar à mesa de negociações".
"Estamos dispostos a retomar as negociações a qualquer momento, mas Israel optou por ampliar os assentamentos em vez de negociar", acrescentou.
Já a diretora do departamento de América Latina do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Dorit Shavit, disse à BBC Brasil que o reconhecimento do Estado Palestino "prejudica o processo de paz, pois diminui a motivação dos palestinos para retomar as negociações".
"Se eles (os palestinos) podem conseguir um Estado sem negociar, para que negociar?", questionou a diplomata israelense. BBC Brasil
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