quinta-feira, 28 de abril de 2011

Netanyahu e o Acordo

Queria tanto ser otimista quanto o jornalista Silvio Queiroz que escreveu a matéria abaixo.
Apesar dos palestinos do Fatah e do Hamas terem selado um acordo / trégua ontem para as próximas eleições palestinas e da virada democrática nos céus do Oriente Médio, ainda fico me perguntando: Qual será a próxima sabotagem de Israel. Sim, porque os judeus são ardilosos por natureza. Está no sangue deles. E desenvolveram um instinto ímpar de sobrevivência que inclui, além da sabotagem, mentiras, corrupção, falsificações ideológicas, fabricação de fatos, manipulação da opinião pública e uma lista infindável de maquiavélicas manobras. Agora, israelenses e americanos estão dizendo que não vão negociar com um governo palestino de coalizão, porque o Hamas é considerado um grupo terrorista por eles. Vamos frisar: Por eles. Do lado palestino, o Hamas é considerado um partido político, que presta uma assistência social de peso para os palestinos da Faixa de Gaza e se não fosse pelo Hamas, a população palestina estaria jogada à sorte dos suprimentos liberados à conta-gotas pelos judeus, que dizem para quem quer ouvir: "We don't care", nós não nos importamos. Traduzindo: Que morram todos os palestinos. Ou seja, o Hamas é bom para os palestinos e talvez, por isso mesmo, Israel e os americanos se colocam de forma tão enfática contra este acordo. Mas não é só isso. Israel nunca teve interesse em selar um acordo com os palestinos. Acordo? E abrir mão de tudo o que eles já tomaram? E todo aquele dinheiro gasto em armas e propaganda pró Israel? E todas aquelas noites de insônia dedicadas a armar mais um plano para convencer o mundo de que os judeus são bonzinhos e os árabes são terroristas? Que isso? É muita coisa em jogo para ser jogada fora assim, só por um mísero acordo com os palestinos? Que bobagem!
Vamos aguardar a próxima posição/sabotagem.

Correio Braziliense » 2011 » 04 » 28 »

Netanyahu nas cordas
Mundo
Silvio Queiroz -
A imagem é do boxe, mas o primeiro-ministro de Israel, o direitista Benjamin Netanyahu, se vê na situação do pugilista encurralado pelo adversário, em posição apenas de defender-se. Desde o início do ano, coincidindo com a primavera democrática no mundo árabe, a imprensa israelense alerta para o imobilismo do governo na frente diplomática e para o risco de um inédito isolamento diplomático do país.
A associação com a revolta árabe não é fortuita: Israel (e os EUA) perdeu no Egito um aliado estratégico, o presidente deposto Hosni Mubarak. Paralelamente, a Autoridade Nacional Palestina avançava suas peças no tabuleiro: na virada do ano, arrebatou o reconhecimento da maior parte da América Latina para a declaração de um Estado soberano nas fronteiras anteriores à guerra de 1967. A Europa estuda fazer o mesmo.
Refém da extrema direita religiosa que lhe garante maioria parlamentar, Netanyahu não tem iniciativa política sequer para contentar seu principal aliado: Barack Obama pediu em vão o congelamento da colonização judaica na Cisjordânia, como isca para puxar a ANP de volta à mesa de negociação.
Agora, os palestinos caminham para confrontar unidos um Israel politicamente esfacelado.

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