segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Yafa


Minha amada Yafa, que fica na região costeira da Palestina e que nos foi arrancada pelo malditos judeus em 1948.

Só faltava essa!

Tem um verso palestino que diz o seguinte: "Se cai a vítima, aumentam tuas facas, mas na hora da tragédia te escondes em teu ninho". É assim que agem os covardes. Se escondem quando a coisa aperta e esperam a vítima cair para bancar os heróis. Eu só queria entender o que significa este anúncio de Israel de congelar os assentamentos por dez meses. Dez meses? E todos aqueles anos em que eles invadiram  as terras palestinas, mataram seus moradores, tomaram posse das terras e construiram muitos e muitos assentamentos? Onde fica tudo isso? Segundo a ONU, desde o início, estes assentamentos foram e continuam sendo ilegais. Os judeus estão reivindicando o quê então? O direito de continuar cometendo crimes?

Folha de S. Paulo

Colonos aumentam revolta em resposta a congelamento
Data: 07/12/2009
da Associated Press
ASSENTAMENTOS JUDAICOS
Colonos israelenses voltaram a enfrentar ontem a polícia em resistência ao congelamento temporário dos assentamentos judaicos na Cisjordânia.
O plano, que impede novas construções por dez meses, foi anunciado pelo premiê Binyamin Netanyahu no final de novembro.
Após dizer que a ação mostra suas intenções de paz, Netanyahu telefonou ontem ao presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e pediu que ele rejeite o plano que será discutido hoje pela União Europeia para a criação de um Estado palestino com capital na parte oriental de Jerusalém.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Chocante!

Acabei de ver um video, amplamente visitado no Youtube, mostrando um judeu passando de carro por cima de um palestino.
A cena choca tanto, que resolvi não adicionar o vídeo ao meu blog. A selvageria é tamanha, que faz estremecer até o mais cruel dos seres humanos. Depois disso, como de costume, abri os jornais para me atualizar do que acontece no mundo. Como sempre, não havia nenhuma referência à selvageria cometida pelo judeu. Se fosse o contrário, tenho certeza que a Rede Globo, o SBT, a Record e todos os outros canais estariam mostrando e repetindo a cena incalsávelmente, invocando o holocausto e fazendo o mundo morrer de peninha dos judeus. Como se trata de um palestino, os meios de comunicação não deram a mínima atenção. É como se a vida de um palestino, um ser humano, um pessoa, um cidadão...não valesse nada, só porque continua afirmando ser um palestino. Cadê a imparcialidade da mídia brasileira? Cadê os judeus bonzinhos que se dizem pessoas do bem e distribuem prêmios à torto e direito na televisão, fazendo o povo brasileiro acreditar que são merecedores de canonização?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Perguntinha!

Por que a imprensa não mencionou sequer uma única palavrinha sobre o Dia da Solidariedade com o Povo Palestino? Será que a notícia da vaquinha que quebrou a pata é mais importante?

Solidariedade

Em nome de todos os palestinos, agradeço ao Governo da República Federativa do Brasil pela firme posição em prol do estabelecimento do Estado da Palestina, do direito dos palestinos ao retorno e do respeito aos direitos inalienáveis do povo palestino.

Agência de Notícias Brasil-Árabe

Brasília presta homenagem a palestinos
Data: 03/12/2009
Marina Sarruf

Para marcar o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, o Itamaraty e a ONU inauguram a exposição 'A Questão Palestina e as Nações Unidas'. O Senado realizou ato solene.

São Paulo – Brasília prestou nesta quarta-feira (02) duas homenagens ao povo palestino para marcar o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. No final da tarde, o Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio) e o Ministério das Relações Exteriores inauguraram no Palácio do Itamaraty a exposição “A Questão Palestina e as Nações Unidas”, que mostra o envolvimento da organização com país árabe. De manhã, foi a vez do Senado Federal, que realizou um ato solene.
A exposição teve a participação do embaixador da Palestina em Brasília, Ibrahim Alzeben, e do diretor do UNIC Rio, Giancarlo Summa. A história da ONU com o povo palestino é mostrada por painéis com fotos e texto. A mostra ficará aberta ao público até o dia 11 de dezembro.
Senadores, deputados e diplomatas também prestaram homenagem aos palestinos no Senado. “Nosso povo expressa a sua profunda gratidão por esta solidariedade e apoio a sua justa causa. Esse apoio e solidariedade têm contribuído para o fortalecimento das nossas reivindicações ao longo das várias décadas de luta contra a injustiça, a opressão e ocupação militar israelense”, afirmou em discurso o embaixador da Palestina.
De acordo com Summa, é possível existir uma convivência pacífica entre israelenses e palestinos, como acontece no Brasil. Mas essa convivência só pode ocorrer quando há justiça, e em sua opinião, os palestinos são injustiçados e “desrespeitados há décadas”.
Alzeben também aposta no apoio do Brasil para o sucesso da criação de um Estado palestino. “Acreditamos que o Brasil tem um papel na história e na próxima criação do Estado de Palestina. Confiamos no Brasil”, acrescentou o embaixador em seu discurso.
No mundo inteiro, a ONU, por meio da agência para os refugiados palestinos (Unwra), atende 4,7 milhões de pessoas. A Unwra, que vai completar 60 anos, atendia, no início das suas atividades, 800 mil palestinos. Segundo informações da Agência Senado, Summa lamentou que a agência da ONU, criada para funcionar temporariamente, tenha que dar apoio a tantas pessoas até hoje.
A homenagem no Senado foi realizada a pedido do deputado Nilson Mourão e do senador João Pedro (PT-AM). O Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino é celebrado todo dia 29 de novembro, data que remete à aprovação da resolução da partilha da Palestina, em 1947. Neste ano a data caiu num domingo, daí a realização das cerimônias somente hoje.

Quem é o algoz?

Olha, tem dias que dá vontade de fechar o jornal e não saber de mais nada. Pena que não consigo me calar diante de certas notícias. Dê uma olhada na notícia abaixo e tente me dizer quem é o algoz. Pois é, fica difícil saber, já que a Folha de São Paulo começou a notícia dizendo que uma ONG judia defende os direitos dos palestinos. Que bonitinho! Em seguida, diz que quase cinco mil palestinos de Jerusalém perderam o direito de viver em sua cidade natal e joga a culpa no governo anterior de Israel. Depois diz que os palestinos acusam Israel de querer judaizar Jerusalém. Mas peraí, expulsar nativos de sua cidade natal e adulterar a demografia original de uma cidade não é crime internacional? Por que a Folha de São Paulo não caiu matando encima de Israel nesta notícia e mostrando todas as injustiças cometidas por ela? Ah, é que o ombudsman (aquele cara que define o que vai e o que não vai ser publicado) é judeu!

Folha de S. Paulo

Revogação de vistos palestinos bate recorde
Data: 03/12/2009
Crédito: EFE
EFE
O número de palestinos que perderam o direito de viver em Jerusalém atingiu o nível mais alto da história, segundo anunciou ontem a ONG pacifista israelense Hamoked.
Pelas cifras da organização, 4.577 palestinos tiveram sua autorização de residência revogada em 2008 -mais da metade do total acumulado em 40 anos. Os números se referem ao governo de Ehud Olmert, tido como mais conciliador que o atual.
A maioria dos palestinos de Jerusalém não tem cidadania israelense e vive na cidade graças a uma permissão que pode ser revogada em função de critérios administrativos tidos como segregacionistas pelos palestinos, que acusam Israel de querer "judaizar" a área.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Quanta bobagem!

Ah Rodrigo Craveiro! Este artigo que você escreveu com tanto orgulho, cabe direitinho para Israel. É só você trocar os nomes dos macacos, quer dizer, os líderes e você terá uma perfeita visão da ameaça que Israel representa para o Oriente Médio. Muito mais do que o Irã. Vai, faz a troca de nomes e de país para que você tenha uma noção mais clara da realidade do Oriente Médio. É muito fácil arrotar opiniões de longe. Difícil é ter discernimento, isenção e imparcialidade ao estudar o processo de armamento da região. Os judeus continuam a ser uma ameaça muito mais letal para os árabes do que o contrário.

Correio Braziliense

O centro do universo / Artigo
Data: 01/12/2009
Crédito: Rodrigo Craveiro

“Dê cérebro a um macaco e ele jurará ser o centro do universo.” Com um respeitoso pedido de licença, a troca do cérebro pelo “poder” e do macaco por um “homem polêmico”, faz com que o provérbio caia como luva para o presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad. Depois de refutar a existência do Holocausto e declarar-se inimigo de Israel, o mandatário — uma espécie de marionete do aiatolá Ali Khamenei — resolveu desafiar o mundo. O anúncio da construção de 10 usinas nucleares é uma bofetada na comunidade internacional, capaz até mesmo de levar a república teocrática islâmica à guerra. A resposta à resolução da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) soa como um indicativo de que o Irã fechou-se ao diálogo. No âmbito interno, Ahmadinejad consegue capitalizar apoio entre os muçulmanos mais conservadores, ao encarnar a figura de um chefe de Estado capaz de intimidar o Ocidente e ao tratar o programa nuclear iraniano como uma questão de orgulho nacional.
O fortalecimento de um regime já considerado linha-dura, no entanto, começa a entrar por um eixo perigoso. Ahmadinejad pode se ver preso à sua própria armadilha. Cada aumento da retórica de confrontação corresponde a uma tentativa de barganha. Teerã busca obter vantagens políticas e econômicas, além de procrastinar punições ao seu programa de energia nuclear. A radicalização pode dar ao Ocidente a percepção de que qualquer jogada diplomática é insustentável. Seria um convite ao crescente isolamento internacional e, em última instância, às bombas. O próprio presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, avisou na semana passada: “Se o Irã se recusar a cumprir com suas obrigações, será responsável pelo isolamento crescente e pelas consequências”.
Talvez o que impeça a abertura de um novo front — além do Afeganistão e do Iraque — seja o fato de a Rússia manter estreita aliança com os iranianos. Moscou anunciou que construirá a usina nuclear de Bushehr, no sudoeste do Irã, um projeto orçado em US$ 1 bilhão. Tudo o que os Estados Unidos menos querem é a reativação de uma Guerra Fria com os russos. Uma situação de conflito armado teria consequências funestas: além de empurrar o Kremlin para o combate, recrutaria milhares de homens-bomba xiitas e lançaria o Oriente Médio no abismo. Ahmadinejad sabe que tal cenário seria um pântano coberto por lama pegajosa para Washington. Talvez por isso ele mantenha a postura desafiadora e siga acreditando ser o centro do universo.