segunda-feira, 17 de maio de 2010

Guerra ao Terror

A americana Kathryn Bigelow descobriu que fazer filmes com terroristas islâmicos dá muito dinheiro. Ganhou um Oscar com "Guerra ao Terror", um filminho cheio de clichês e defeitos especiais, bem ao estilo americano e agora quer seguir sua torpe linha de raciocínio, bem limitada por sinal, fazendo outro filme sobre a região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Já não chega mostrar em Guerra ao Terror que só os americanos tem sentimentos, tem família, tem amigos, sentem dor e sofrem enquanto os iraquianos são apenas bárbaros sem sentimentos nem escrúpulos, ignorando toda a história e legitimidade do povo iraquiano, agora resolveu atacar os muçulmanos da América Latina? Qual é? Dá um tempo! Perseguição parece uma palavra pequena perto do que a indústria americana faz com os muçulmanos.
Folha de S. Paulo

 Paraguai teme filme na tríplice fronteira
/Coluna
Data: 17/05/2010
Gustavo Hennemann, de Buenos Aires, da Reportagem Local
Autoridades não querem que obra ligue a região ao terrorismo; longa é da diretora de "Guerra ao Terror"
A rodagem de "Tríplice Fronteira", da diretora americana Kathryn Bigelow, vencedora do Oscar com "Guerra ao Terror", deverá ser boicotada por autoridades do Paraguai, caso o roteiro trate de temas como terrorismo, segundo a ministra do Turismo do país, Liz Cramer.
A zona fronteiriça entre Argentina, Brasil e Paraguai é apontada pelos EUA como refúgio de terroristas islâmicos.
A ministra paraguaia foi a primeira a reagir e disse ter o apoio de autoridades brasileiras e argentinas, mas não há por ora manifestação do Brasil.
Cramer afirmou temer que o filme vincule a região à falta de segurança, o que iria colocar em risco a indústria do turismo, uma das principais fontes de renda da tríplice fronteira, que tem as cataratas do Iguaçu como principal atração.
Segundo ela, as autoridades dos países não foram procuradas pelos produtores do filme e não tiveram acesso ao roteiro.
Mas Cramer afirma ter lido sinopses do projeto em publicações internacionais e diz ter "razões suficientes para emitir uma opinião séria e fundamentada sobre o tema".
"Não tem nada a ver com ditadura ou repressão à opinião pública. Estamos nos referindo a um negócio, que atrai gente para gastar na tríplice fronteira e gera empregos. Esse projeto coloca isso em risco."
Na última semana, o secretário de Turismo argentino, Enrique Meyer, declarou à imprensa local que sentia uma "profunda indignação" em relação ao projeto, que teria "a intenção de apresentar negativamente uma região comum a três países sul-americanos".
Meyer disse que esse também era o sentimento do governador da província argentina de Misiones, que faz fronteira com o Paraguai e com o Brasil.
A Secretaria de Turismo da Argentina confirmou que o secretário manifestou sua insatisfação em relação ao projeto.
Mas acrescentou que ele não fará novas declarações porque se trata de uma questão relativa ao Paraguai, já que as filmagens seriam realizadas em território paraguaio, conforme a assessoria da pasta argentina.
O Ministério do Turismo brasileiro informou no início da semana não ter tido contato com a colega paraguaia e que não se manifestará sobre o assunto porque, pelo que sabe, ainda nem há roteiro pronto.
Na última sexta, diante de notícias de que autoridades do país estariam se posicionando contra as filmagens, o ministério manteve a posição.
A reportagem enviou e-mails com perguntas para Kathryn Bigelow, por meio de sua agente. Não houve resposta. Por telefone, a secretária da agente afirmou que as notícias não faziam sentido, pois o roteiro nem sequer estava pronto.

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